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Como implementar um programa de ginástica laboral?

A ginástica laboral tem sido mais e mais procurada pelos empregadores e funcionários. Além de contratar bons profissionais para executarem as aulas, saiba o que fazer antes de implementar o programa e como ele deverá ser elaborado.

Afastamentos de funcionários, absenteísmo e invalidez permanente podem acontecer nas organizações que não prezam pela segurança no trabalho. Por outro lado, a ginástica laboral pode tornar os participantes aptos a prevenir doenças ocupacionais e aumentar sua produtividade. 

Após os 5 a 15 min de exercícios, os funcionários tem uma parte de suas energias recarregadas e voltam a produzir com maior afinco. Além disso, esse alívio nas sobrecargas, depois de horas de trabalho contínuo, é fundamental para a prevenção de lesões e demais doenças. 

O que fazer antes de implementar a ginástica laboral 

Antes de pôr em prática, é recomendável realizar a Análise Ergonômica do Trabalho dos postos. Esse estudo, junto com um laudo ergonômico, permitirá que o profissional responsável pela cinesioterapia saiba quais exercícios realizar e quais orientações dar aos trabalhadores.  

Outra recomendação é gerar um panorama de quais áreas estão sob mais riscos, o que poderá ser repassado aos gestores também, levando-os a compreender a importância das pausas. 

Estas análises podem ser feitas pela própria empresa, mas o ideal é que seja feita por profissionais qualificados para que os resultados sem o mais fidedignos possível. 

O mínimo que o programa deve ter 

As pausas devem ser de três tipos: ginástica preparatória (ou aquecimento), ginástica compensatória (ou alongamentos) e relaxamento. Caso necessário, faz-se a ginástica corretiva que, como o nome sugere, é feita com exercícios mais intensivos para segmentos específicos já afetados. 

O tipo da ginástica laboral será definido pelo professor que desenvolverá as atividades de acordo com o período do dia e turno dos funcionários.

Após essa definição quanto ao tipo, é importante que os gestores passem algumas informações aos funcionários como dias e horários para estabelecer uma rotina e também informar e estimular os benefícios do programa.

Veja neste post mais informações sobre os tipos de ginástica laboral.

Composição das aulas

O desenvolvimento das atividades e exercícios serão definidos de acordo com o tipo da ginástica laboral especificada anteriormente. Dentro dessa classificação, os exercícios são basicamente compostos por:

  • Aquecimento: composto de exercícios rápidos e leves para o corpo todo, no começo do expediente. O objetivo é iniciar a liberação de endorfina e, se possível, integrar os funcionários e socializá-los com exercícios em duplas.  
  • Alongamentos: são exercícios de flexibilidade voltados para as musculaturas mais afetadas pelas funções dos trabalhadores, no meio da jornada. 
  • Relaxamento: no fim do expediente, pode consistir apenas em uma sequência de respirações lentas e profundas. 

As aulas podem ser realizadas com ou sem materiais (como bolinhas, cordas, faixas elásticas, bexigas) e também com ou sem músicas. O ideal é que esses momentos cumpram o intervalo de até 15 min para não prejudicar o trabalho dos participantes, evitando que a ginástica exerça um efeito contrário ao proposto.