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Risco ergonômico: problemas mais comuns e como evitá-los

Confira quais são os riscos ergonômicos mais propensos a existir no seu ambiente de trabalho e como dificultar a ocorrência deles.

A ergonomia, segundo a Organização Mundial do Trabalho, é a aplicação das ciências biológicas e da engenharia para ajustar o trabalho ao indivíduo; assegurando eficiência e bem-estar.

Em 2017, de acordo com o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, o Brasil registrou um acidente de trabalho a cada 45 segundos. Como consequência, a Previdência embolsou R$20 bilhões para assistir esses funcionários. Quase todos os motivos por trás desses acidentes são passíveis de prevenção. Os mais comuns são:

Esforços repetitivos

Os esforços repetitivos são comuns, seja qual for a função. Muitas vezes, por fazerem parte da rotina, são imperceptíveis. Depois que a lesão é instalada o trabalhador nota o que causou e a partir disso segue para o tratamento e a reabilitação. Porém, caso algumas medidas não sejam tomadas para otimizar e melhorar a rotina de trabalho desse funcionário, as lesões voltarão.

Ritmo excessivo de trabalho

O ritmo excessivo acontece naquela empresa que passa por uma greve, por exemplo. Onde um trabalhador acaba cumprindo a função de dois ou mais outros funcionários por um ou mais expedientes inteiros. Unido a isso, alguns superiores acabam pressionando o funcionário por resultados e produção. Essa velocidade em trabalhar propicia o indivíduo a evitar até mesmo intervalos para lanchar e para a satisfação de necessidades fisiológicas em geral. Aliado ao ritmo excessivo de trabalho, fatores como alto controle da produtividade e jornada prolongada podem também desencadear algumas lesões que poderiam ser evitadas.

Postura inadequada

A postura inadequada é frequente no dia a dia, o que não é diferente em um ambiente de trabalho, sobretudo quando associado ao transporte de cargas. Rotacionar o tronco, flexioná-lo lateralmente e ficar muito tempo parado afetam vários sistemas do corpo. A postura estática pode prejudicar o retorno sanguíneo e as más posturas podem gerar curvaturas exageradas na coluna, entre outros distúrbios. Assim como as pessoas que desempenham suas funções por muito tempo sentadas.

O que fazer?

A ginástica laboral envolve educação em saúde e realização de exercícios para esses riscos ergonômicos. Normalmente ela é praticada 2 a 3 vezes por semana com o objetivo de aquecimento, alongamento e relaxamento corporal dos trabalhadores.

Os exercícios realizados tem o objetivo de fortalecer a musculatura utilizada e compensar as estruturas que não são exigidas com frequência. Os alongamentos são eficazes para prevenir futuras lesões e também amenizar dores em lesões já instaladas pela rotina de trabalho. Não é necessário ter um local específico para a prática da Ginástica Laboral, pois ela pode ser realizada no próprio local de trabalho, ao lado das mesas nos escritórios e até dos maquinários no setor de produção.

Com poucos minutos no dia, cerca de 10 a 15 minutos, é possível evitar os afastamentos decorrentes de acidentes de trabalho.

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